Felca se pronuncia após acusações sobre ECA Digital: “Eu não criei essa lei, quem criou foram os políticos”
O influenciador Felca, de 27 anos, usou as redes sociais nesta quinta-feira (19) para se pronunciar após ser alvo de críticas relacionadas à nova lei do ECA Digital.
A medida entrou em vigor na última segunda-feira (15). Ele negou ter criado a legislação e afirmou que apenas divulgou o conteúdo informativo.
Esclarecimentos sobre a criação da lei
“Eu não criei essa lei, quem criou foram os políticos. O que eu fiz foi criar um vídeo”, explicou o criador de conteúdo.
Ele ressaltou que leu toda a lei e, como cidadão, decidiu passar a informação adiante. Felca já havia viralizado anteriormente com um vídeo sobre adultização de crianças.
O que é o ECA Digital?
A Lei 15.211/2025, conhecida como ECA Digital, atualiza o Estatuto da Criança e do Adolescente para o ambiente online. Ela estabelece regras e punições para plataformas digitais.
A medida gerou polêmica e desinformação nas redes sociais. Isso levou o influenciador a esclarecer os pontos principais para o seu público.
Mitos sobre reconhecimento facial e jogos
O influenciador rebateu um dos mitos que circularam: a obrigatoriedade de reconhecimento facial. “Ninguém será obrigado a fazer reconhecimento facial”, explicou.
O que vai acontecer é uma verificação de idade por meios confiáveis. O objetivo é acabar com a autodeclaração simples, como o botão “sou maior de 18 anos”.
Sobre jogos como League of Legends (LoL), menores não serão proibidos de jogar. A restrição foca no uso de itens que exigem pagamento ou cartão de crédito.
Proteção contra interações perigosas
As plataformas precisarão controlar, por padrão, as interações entre crianças e estranhos. Felca citou o exemplo do Roblox como um ambiente que era vulnerável.
“Um adulto mal-intencionado podia chegar ao seu filho e pedir que ligasse a câmera quando ele estivesse sem roupas”, afirmou. Ele descreveu essa realidade como terrível.
Cautela com a aplicação política
Apesar de comemorar a conquista, Felca demonstrou cautela quanto à aplicação da lei. “A coisa vem de um lugar positivo, mas quando político toca a mão, vira sangue.”
Ele concluiu com um alerta sobre quem aplicará a lei: pessoas com obsessão por poder. A pergunta provocativa gerou ainda mais debate nas redes sociais.
O caso ganhou visibilidade e dividiu opiniões. Muitos consideram a lei um avanço na proteção, enquanto outros criticam a interferência do Estado e riscos à privacidade.
Marca quem precisa saber o que realmente muda com o ECA Digital. Você confia na aplicação da lei ou tem receio de como ela será implementada?