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Família de advogada morta em MT contesta laudo de suicídio e aponta falhas na investigação

G Pro Brasil - Repórter
Publicado em março 20, 2026
Família de advogada morta em MT contesta laudo de suicídio e aponta falhas na investigação
© TRIBUNA DO NORDESTE
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Há exatos seis meses, a família da advogada Viviane Souza Fideles, de 30 anos, vive um verdadeiro martírio. Encontrada morta em seu apartamento em Cuiabá (MT) em setembro de 2025, ela ainda não foi sepultada.

O corpo permanece preservado em um crematório aguardando autorização da Justiça. A principal linha de investigação da Polícia Civil de Mato Grosso é a de suicídio.

Mas a família contesta veementemente essa versão. Eles apontam uma série de contradições e falhas que, para eles, indicam um possível homicídio encoberto.

Contradições e suspeitas sobre a cena do crime

O caso ganhou contornos ainda mais sombrios com as revelações feitas pelos parentes em uma carta aberta. A primeira estranheza: a perícia no local da morte durou apenas 28 minutos.

Quando os peritos chegaram, o corpo já havia sido movido pelo ex-namorado de Viviane, que é parente de um político influente na região. Segundo a família, o ex-companheiro permaneceu com o celular da vítima antes da chegada da polícia.

Depois, entregou o aparelho aos peritos, que o recolocaram na cena do crime como se estivesse ali desde o início. A polícia nunca investigou esse fato e ignorou os pedidos para fazer a triangulação das antenas de celular.

Falhas técnicas e imagens de segurança

O sofrimento da família se agravou ainda mais com a circulação de fotografias do corpo de Viviane em grupos de WhatsApp. Quem tirou e divulgou essas imagens jamais foi identificado ou ouvido pelas autoridades.

Outra contradição grave apontada: o ex-namorado afirmou por três vezes que não desceu as escadas do prédio após encontrar Viviane morta. No entanto, imagens de câmeras de segurança obtidas pela família mostram exatamente o contrário.

Ele aparece descendo as escadas com dois celulares nas mãos — um deles, possivelmente, o da vítima. A conduta das autoridades também é alvo de críticas severas pelos familiares.

DNA masculino e conduta da Polícia Civil

A família denuncia que, antes mesmo de iniciar o interrogatório do ex-namorado, o delegado teria pedido desculpas a ele por tê-lo convocado. As oitivas passaram a direcionar perguntas contra a própria mãe da vítima.

O exame toxicológico só foi realizado 33 dias após a morte. Apesar disso, foi identificado cromossomo Y no material recolhido sob as unhas de Viviane, indicando a presença de material genético masculino.

Até agora, ninguém investigou a origem desse DNA. Diante do impasse, a família implora por justiça e pede a federalização do caso e uma nova necropsia por peritos independentes.

A busca pela verdade

A promotora responsável chegou a pedir que a família parasse de divulgar o caso para “preservar a intimidade da vítima”. A Polícia Civil informou que o inquérito está em fase conclusiva e aponta para “auto eliminação”.

Mas a família não se conforma: “Não buscamos vingança, apenas queremos a verdade”, desabafam. O que você acha dessa investigação? Conta nos comentários!


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