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Chefe do tráfico do Morro do Andaraí morre em confronto com o BOPE

G Pro Brasil - Repórter
Publicado em março 09, 2026
Chefe do tráfico do Morro do Andaraí morre em confronto com o BOPE
© TRIBUNA DO NORDESTE
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O chefe do tráfico do Morro do Andaraí, Rodrigo Rosa Brasil, conhecido popularmente como "Boneco", morreu durante um intenso confronto com o BOPE na noite de domingo. Durante a operação realizada na Zona Norte do Rio de Janeiro, os agentes de elite apreenderam um fuzil e uma pistola após serem atacados por criminosos armados. Um dos seguranças diretos do traficante também foi morto na ação policial ocorrida no interior da comunidade.

O tiroteio gerou pânico generalizado na vizinhança e disparos de arma de fogo chegaram a atingir as dependências do Hospital Municipal do Andaraí. De acordo com o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, a unidade hospitalar precisou solicitar reforço policial imediato para garantir a integridade de pacientes e profissionais de saúde. Pelo menos três pessoas baleadas deram entrada na emergência do hospital durante o período de grave instabilidade na região.

"Boneco do Andaraí" era considerado um criminoso de altíssima periculosidade e estava foragido do sistema penitenciário desde março de 2019. Na época, ele recebeu o benefício da saída temporária para visita periódica ao lar e não retornou para a unidade prisional. Ele cumpria pena pelo assassinato de um policial civil, crime ocorrido na frente da família da vítima no bairro do Grajaú, em 2008.

As investigações da polícia indicam que Rodrigo liderava uma associação criminosa armada responsável por diversas atividades ilícitas, incluindo o aliciamento sistemático de crianças para o tráfico. Ele também era apontado como o principal articulador dos recentes tiroteios registrados nos bairros da Tijuca e Andaraí. O objetivo dessas ações violentas era financiar a expansão da facção criminosa em direção a outras comunidades estratégicas no Maciço da Tijuca.

Além do controle do tráfico local, o criminoso financiava quadrilhas especializadas no roubo de veículos na região da Grande Tijuca. O lucro dessas atividades era reinvestido na compra de armamentos pesados e na tentativa de tomada de territórios vizinhos, como os morros do Cruz e da Casa Branca. O traficante acumulava uma extensa ficha criminal com anotações por homicídio, latrocínio, tráfico de drogas e organização criminosa.

A ocorrência foi formalmente encaminhada para a Delegacia de Homicídios da Capital, que ficará responsável pela investigação completa de todos os desdobramentos do caso. A morte do líder representa um impacto direto na logística da facção criminosa que domina o Morro do Andaraí há anos. As forças de segurança do Rio de Janeiro seguem monitorando a área para evitar possíveis retaliações ou novos conflitos por disputa de território.


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