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Alunos do IFSul são afastados após criarem “ranking sexual” com fotos de colegas e comentários ofensivos

G Pro Brasil - Repórter
Publicado em março 25, 2026
Alunos do IFSul são afastados após criarem “ranking sexual” com fotos de colegas e comentários ofensivos
© TRIBUNA DO NORDESTE
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A lista com conteúdo de cunho sexual teria sido compartilhada em grupos de redes sociais e envolvia pelo menos 30 adolescentes. Oito estudantes foram afastados enquanto a polícia investiga o caso. O que leva jovens a cometerem cyberbullying?

Investigação de Violência Digital em Pelotas

Um caso chocante de violência digital contra adolescentes está sendo investigado em Pelotas, no Rio Grande do Sul. Oito alunos do IFSul (Instituto Federal Sul-rio-grandense) foram afastados suspeitos de criar e compartilhar uma lista com conteúdo de cunho sexual sobre alunas da instituição.

De acordo com a direção do instituto, pelo menos 30 adolescentes estariam envolvidas no material, que foi criado em formato de ranking. O material foi compartilhado em grupos de redes sociais e aplicativos de mensagens.

O conteúdo incluía imagens não autorizadas e comentários ofensivos e depreciativos a respeito das estudantes.

Boletins de Ocorrência e Depoimentos

A Polícia Civil informou que, até a tarde desta segunda-feira (24), três alunas já haviam registrado boletim de ocorrência. As idades dos suspeitos e das vítimas não foram divulgadas.

A delegada Lisiane Mattarredona explicou como o caso veio à tona: “Uma das mães dessas meninas procurou a delegacia e informou que alunos do IFSUL teriam feito montagens com as imagens de algumas alunas”.

Segundo a delegada, foram feitos comentários vexatórios envolvendo essas meninas. A investigação agora busca informações com a instituição de ensino para identificar todos os envolvidos.

“Apurar a veracidade disso tudo para verificar se existe autoria e materialidade para o crime de cyberbullying”, completou a delegada.

Medidas Institucionais e Repercussão

O IFSul se manifestou oficialmente e adotou uma série de medidas: constituiu uma comissão extraordinária para apurar os fatos e afastou os estudantes envolvidos por tempo indeterminado. A instituição abriu processos administrativos internos e está acolhendo as vítimas com atendimento psicológico e social.

O caso ganhou enorme repercussão nas redes sociais, onde internautas demonstraram indignação. “É inacreditável que jovens façam isso com colegas de escola. Isso é crime, não é brincadeira”, comentou um usuário.

A instituição também comunicou o caso à Polícia Federal, à Vara da Infância e da Juventude, à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, ao Ministério Público e ao Conselho Tutelar.

Marca alguém que precisa saber dessa história e conta nos comentários: o que você acha que deveria acontecer com os alunos envolvidos?


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