O caso do advogado Cláudio Dias Lourenço ganhou repercussão nacional após um incidente recente na 26ª Delegacia de Polícia, em Samambaia Norte. A investigação sobre o ocorrido acabou revelando um histórico criminal estarrecedor, que inclui 14 inquéritos policiais e condenações por crimes graves.
Entre as acusações mais chocantes, constam relatos de extrema violência e humilhação contra as vítimas. O advogado é acusado de amarrar mulheres, muitas delas garotas de programa, e defecar sobre elas após os atos de violência sexual.
Cláudio já foi soldado da Polícia Militar do Distrito Federal, de onde acabou expulso após denúncias de estupro registradas em 2002. Naquela época, ele utilizava armas de fogo para coagir mulheres em pontos de ônibus e levá-las a locais isolados para cometer os crimes.
Os registros indicam que, apenas no ano de 2002, ao menos quatro casos de estupro foram formalmente atribuídos ao ex-policial. As vítimas chegavam à delegacia em estado de choque, relatando ameaças constantes e agressividade desmedida durante todos os ataques.
Mesmo após sua saída da corporação militar, o histórico criminal continuou a crescer com acusações de furto, estelionato e falsidade ideológica. Em 2020, uma nova condenação por estupro foi registrada, fundamentada em imagens de câmeras de segurança e reconhecimento formal pela vítima. [FOTO_3]
Recentemente, em 2025, o advogado foi alvo de uma ocorrência baseada na Lei Maria da Penha por cárcere privado e perseguição. A denunciante relatou ameaças de exposição de conteúdo íntimo e tentativas insistentes de controle emocional e físico.
A OAB do Distrito Federal informou que seus órgãos internos serão acionados para apurar a conduta do profissional com base nas novas informações. Enquanto isso, a defesa de Cláudio sustenta que o passado criminal não justifica os supostos abusos policiais ocorridos durante sua detenção na delegacia.