Uma noite de exercícios se transformou em tragédia no bairro Parque São Lucas, na zona leste de São Paulo. Uma jovem de 27 anos, identificada como Juliana Faustino Bassetto, perdeu a vida após sofrer uma grave intoxicação química durante uma aula de natação. Além dela, outras cinco pessoas, incluindo o marido da vítima, seguem internadas em unidades de saúde da região, algumas apresentando quadro clínico delicado. O incidente ocorreu na última sexta-feira e acendeu um alerta sobre a segurança e a manutenção de recintos aquáticos em estabelecimentos esportivos.
De acordo com relatos de testemunhas e alunos que estavam no local, o ambiente foi subitamente tomado por um cheiro químico insuportável. Em poucos minutos, os presentes começaram a sentir sintomas graves, como queimação intensa nos olhos, nariz e pulmões, além de crises de vômito. Juliana chegou a ser socorrida e levada para um hospital em Santo André, mas, infelizmente, não resistiu às complicações de uma parada cardíaca decorrente da exposição às substâncias na água.
A conduta dos responsáveis pela academia após o ocorrido está sendo duramente questionada pelas autoridades. Segundo o delegado Alexandre Bento, do 42º DP, o estabelecimento foi fechado e abandonado pelos proprietários logo após o incidente, sem que qualquer comunicado fosse feito à polícia. Para que o Instituto de Criminalística e o Corpo de Bombeiros pudessem realizar a perícia técnica, foi necessário arrombar o imóvel. A principal linha de investigação aponta para um possível erro na dosagem de cloro ou o uso de produtos químicos não autorizados para a manutenção da piscina.
O caso foi registrado oficialmente como morte suspeita e perigo para a vida ou saúde de outrem. Enquanto a Vigilância Sanitária inspeciona as instalações, a Polícia Civil realiza diligências intensas para localizar os gerentes e donos da unidade. Este episódio trágico reforça a necessidade de fiscalização rigorosa em academias para garantir que momentos dedicados à saúde não terminem em fatalidades evitáveis.