Mulheres que dopavam homens em motéis do DF e raspavam contas são presas
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu, nesta segunda-feira (23/2), duas mulheres acusadas de aplicar o golpe conhecido como Boa Noite, Cinderela. Aline Rodrigues dos Santos e Vitória Fernandes Soares, ambas de 26 anos, são as principais investigadas em crimes que envolviam dopar vítimas para realizar roubos financeiros. [FOTO_1]
As suspeitas utilizavam a internet para marcar encontros amorosos e, durante as reuniões em motéis, ofereciam bebidas misturadas com medicamentos. As vítimas ficavam sonolentas e sem reação, o que permitia que as mulheres tivessem acesso total a celulares e cartões. Segundo as investigações da 15ª DP, o esquema era meticulosamente planejado para raspar as contas bancárias dos alvos.
Em um dos casos registrados na região de Ceilândia, um homem de 53 anos teve um prejuízo de R$ 19,5 mil. Após acordar do efeito das drogas, ele percebeu diversas transferências via Pix e compras efetuadas em máquinas de cartão vinculadas às próprias investigadas. [FOTO_2] Esse padrão se repetiu em outros locais, inclusive em Águas Lindas de Goiás.
Além do roubo, as mulheres utilizavam uma tática cruel de intimidação para evitar denúncias. Elas ameaçavam as vítimas dizendo que fariam falsas denúncias de estupro, alegando possuir material genético como prova do ato. Esse medo de exposição social silenciou diversos homens que foram alvos do golpe nos últimos meses.
Durante as buscas realizadas pela polícia, foram encontrados medicamentos suspeitos e munições nas residências das acusadas. Vitória Fernandes Soares responderá também por posse ilegal de munição, além do crime de roubo circunstanciado. A pena para esses delitos combinados pode ultrapassar os 15 anos de prisão, dependendo do julgamento final.
As autoridades decidiram divulgar as imagens das detidas para incentivar que outras possíveis vítimas procurem a delegacia. Acredita-se que o número de pessoas lesadas seja muito maior do que o registrado até agora. Se você foi vítima de um crime semelhante, entre em contato com a PCDF para colaborar com o inquérito.