Mulher que atacou casal gay em padaria de SP é presa ao retornar da Espanha
Justiça e Direitos Humanos: Prisão de Jaqueline Santos Ludovico marca desdobramento de crime de homofobia
Na última quarta-feira, a Polícia Federal efetuou a prisão de Jaqueline Santos Ludovico ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas. A mulher, que estava foragida na Espanha, é a principal acusada em um caso de homofobia que gerou revolta nacional em fevereiro de 2024, após ser filmada atacando um casal de homens em uma padaria em São Paulo.
O descumprimento de medidas cautelares
Jaqueline havia recebido o benefício de aguardar o julgamento em liberdade, sob a condição de se apresentar mensalmente ao fórum criminal e não deixar o estado de São Paulo por mais de oito dias sem autorização judicial. No entanto, a Justiça decretou sua prisão preventiva após confirmar que ela viajou para o exterior sem consentimento, descumprindo as ordens estabelecidas para garantir o andamento do processo legal.
Relembre o caso na Padaria Iracema
O incidente ocorreu no bairro de Santa Cecília, quando Jaqueline atacou física e verbalmente dois jovens que entravam no estabelecimento. Em vídeos que viralizaram nas redes sociais, ela aparecia descontrolada, proferindo insultos homofóbicos e utilizando discursos de ódio baseados em conceitos de "família tradicional". O caso foi registrado pela Delegacia de Repressão aos Crimes Raciais contra a Diversidade Sexual e de Gênero e outros Delitos de Intolerância (Decradi) como lesão corporal e preconceito de raça ou cor (injúria discriminatória).
Um histórico de pendências judiciais
A situação de Jaqueline Ludovico é agravada por outras acusações criminais. Além da condenação por homofobia, ela também responde como ré por estelionato no estado de Santa Catarina e por um incidente de atropelamento. A prisão em Viracopos sinaliza um passo importante para que a acusada responda por seus atos perante a lei, reforçando o combate à intolerância e à impunidade no Brasil.