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Delegada Amanda Souza critica ataques a mãe após tragédia em Itumbiara: ‘Doentio’

G Pro Brasil - Repórter
Publicado em fevereiro 15, 2026
Delegada Amanda Souza critica ataques a mãe após tragédia em Itumbiara: ‘Doentio’
© TRIBUNA DO NORDESTE
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A tragédia ocorrida em Itumbiara, Goiás, tomou proporções ainda mais dolorosas devido aos ataques direcionados à mãe das crianças, Sarah Araújo. A delegada Amanda Souza, que enfrentou um trauma idêntico em 2023, manifestou sua profunda indignação com a postura de internautas. [FOTO_1] Para ela, as críticas que tentam justificar o crime são doentias e refletem um machismo estrutural perigoso.

O crime aconteceu na última quarta-feira, quando o secretário municipal Thales Machado tirou a vida do filho de 12 anos e feriu gravemente o caçula antes de se suicidar. Antes do ato, ele publicou uma carta aberta nas redes sociais alegando uma suposta traição da esposa como motivação para o ato. Amanda Souza destaca que nenhuma atitude justifica a violência vicária, onde os filhos são usados para punir a parceira.

Em um vídeo emocionante, a delegada relembrou sua própria perda no Pará, quando o ex-marido assassinou seus dois filhos. Ela questionou a sociedade sobre por que a culpa recai sobre a mulher em casos de ruptura emocional ou conflitos conjugais. [FOTO_2] Segundo Amanda, é inadmissível que o sofrimento de uma mãe seja ignorado em prol de um julgamento moral injustificável.

A delegada alertou que muitos comentários na internet acabam por legitimar a violência extrema contra a mulher. Ela ressalta que o ego ferido e a incapacidade masculina de lidar com a rejeição são as verdadeiras raízes dessas tragédias recorrentes. "Traição não é aval para ninguém tirar a vida do outro", afirmou a autoridade em seu desabafo contundente.

Atualmente, o filho mais novo de Sarah Araújo permanece internado em estado gravíssimo em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Enquanto a família lida com o luto e a incerteza, o apoio de figuras como Amanda Souza busca combater a onda de ódio digital. O caso segue sob investigação, mas o debate sobre a proteção e o julgamento social das mulheres ganha força nacional.


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