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Baleia Cachalote em Natal: Mistério e Marcas de Tubarão Atraem Atenção na Via Costeira

G Pro Brasil - Repórter
Publicado em fevereiro 08, 2026
Baleia Cachalote em Natal: Mistério e Marcas de Tubarão Atraem Atenção na Via Costeira
© TRIBUNA DO NORDESTE
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A descoberta de uma baleia cachalote na Via Costeira, em Natal, despertou a curiosidade e a preocupação de moradores e especialistas neste início de fevereiro. O animal, encontrado já sem vida durante a maré alta de domingo, apresentava um estado avançado de decomposição, o que sugere que a morte ocorreu há vários dias em alto-mar antes de ser trazido pela correnteza para a areia. Com aproximadamente nove metros de comprimento, a carcaça chamou a atenção não apenas pelo seu porte imponente, mas também pela ausência de parte da cauda e por sinais visíveis de interação com outros predadores marinhos.

De acordo com o Centro de Estudos e Monitoramento Ambiental (Cemam), a cachalote é tecnicamente o maior dos cetáceos com dentes, sendo famosa mundialmente por sua capacidade de mergulhar a profundidades abissais em busca de lulas gigantes. Embora seja popularmente chamada de baleia, biólogos explicam que ela possui características biológicas que a aproximam dos golfinhos. Especialistas ressaltam que, embora a causa exata da morte ainda não possa ser confirmada de imediato devido ao estado do corpo, animais dessa espécie enfrentam riscos constantes em seu habitat natural, como o emaranhamento acidental em redes de pesca, colisões com grandes embarcações mercantes e os efeitos nocivos dos ruídos oceânicos, que podem desorientar esses gigantes das profundezas.

Durante a perícia detalhada realizada na segunda-feira, biólogos e médicos-veterinários identificaram diversas marcas na pele do animal compatíveis com mordidas de tubarão. Contudo, a equipe técnica do Cemam esclareceu que esses ataques provavelmente ocorreram de forma pós-morte, enquanto o corpo flutuava à deriva no oceano. Pesquisadores realizaram a coleta criteriosa de amostras de dentes e tecidos musculares para estudos laboratoriais aprofundados. Esses dados são fundamentais para entender a biologia da espécie e as condições ambientais da costa potiguar. Após o encerramento dos procedimentos científicos, a carcaça foi removida da linha da maré e enterrada, concluindo o manejo deste evento marcante para a biologia marinha local.


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