Agressor de Mulher no Elevador Confessa Ser Estelionatário do Golpe do 0800
Jonas de Oliveira foi preso em flagrante após câmeras de segurança registrarem agressões brutais contra sua companheira em um elevador em São Vicente. O caso, que chocou o litoral de São Paulo, revelou detalhes ainda mais graves sobre a vida do agressor de 32 anos. Durante o depoimento à polícia, Jonas confessou que não apenas agredia mulheres, mas também era peça-chave em uma quadrilha de estelionato.
Ele admitiu atuar ativamente no chamado golpe do 0800, uma fraude financeira sofisticada e perigosa. Nesse esquema, os criminosos se passam por atendentes de instituições bancárias para induzir as vítimas a fornecerem acesso remoto às contas. O papel específico de Jonas era movimentar o dinheiro roubado entre contas bancárias de terceiros para ocultar o rastro do crime.
A confissão sobre os crimes financeiros ocorreu logo após sua prisão, quando ele precisou fornecer as senhas de seus aparelhos celulares. Além dos golpes, a investigação revelou que a violência praticada por Jonas era um padrão recorrente e cruel em seus relacionamentos. Ele confessou ter atacado outra mulher em janeiro deste ano, na cidade de Santos, usando um capacete.
Nesse ataque anterior, a agressão ocorreu na garagem de um prédio motivada por crises de ciúme infundadas. O agressor afirmou às autoridades que se sentia obrigado a dar uma resposta à altura quando as mulheres não adotavam o comportamento que ele desejava. Esse perfil agressivo culminou no episódio do elevador, onde ele tentou asfixiar a companheira.
As imagens mostram o homem aplicando um mata-leão e sufocando a vítima de forma covarde no bairro Itararé. A mulher já possuía uma medida protetiva contra ele, que foi completamente ignorada pelo criminoso. Mesmo após a agressão física, Jonas continuou a aterrorizar a vítima através de mensagens de texto e ligações constantes.
Segundo o registro policial, ele enviou ameaças de morte explícitas, prometendo que ela iria pagar por tudo e que ele iria acabar com sua vida. A Polícia Civil de São Vicente registrou o caso como tentativa de feminicídio, violência doméstica, ameaça e descumprimento de medida protetiva. Jonas permanece preso enquanto as autoridades investigam a extensão de sua rede de golpes financeiros.