Emma Dyer se lembra exatamente do momento em que clicou em "comprar agora" em um anúncio de canetas emagrecedoras. Sem passar por consultas ou verificações de saúde, ela adquiriu o produto ignorando seu histórico de anorexia e bulimia. [FOTO_1]
A facilidade da compra ocultava um perigo mortal que se manifestaria poucos dias depois. Após aplicar a injeção, Emma desmaiou no banheiro e acreditou que não sobreviveria ao episódio. "Eu não conseguia me mexer, não conseguia falar e estava tendo alucinações", relata a britânica de 40 anos.
O site onde ela realizou a compra não solicitou exames nem comprovantes de saúde, permitindo que ela mentisse sobre seu índice de massa corporal (IMC). Por cerca de R$ 800, ela recebeu o que acreditava ser Saxenda, mas as instruções estavam mal impressas e sem clareza. [FOTO_2]
O caso de Emma acende um alerta sobre o mercado ilegal de substâncias como Ozempic e Mounjaro. Especialistas afirmam que o uso desses medicamentos sem supervisão clínica coloca a vida dos pacientes em risco extremo. A falta de acompanhamento pode agravar transtornos alimentares e causar problemas cardíacos graves.
No Brasil, a venda dessas canetas pela internet, muitas vezes sem procedência garantida, preocupa as autoridades de saúde. Medicamentos potentes exigem apoio nutricional e monitoramento constante para evitar efeitos colaterais severos. O emagrecimento rápido não deve custar a integridade física de ninguém. [FOTO_3]
Hoje, Emma compartilha seu trauma para que outras pessoas não cometam o mesmo erro fatal. Ela reforça que a busca pela aceitação social quase lhe custou a vida. Sempre consulte um médico antes de iniciar qualquer tratamento injetável para perda de peso.