Uma verdadeira guerra interna explodiu no Ministério Público do Maranhão (MP-MA) neste fim de semana, gerando uma crise institucional sem precedentes. Em um ato de revolta, 10 promotores do Gaeco pediram exoneração coletiva após a Procuradoria-Geral recomendar a liberdade imediata de políticos presos por um esquema de corrupção brutal.
O Motivo da Revolta: Liberdade para os Investigados?
O estopim para o desmonte do grupo de elite foi o parecer da chefia do MP favorável à soltura do prefeito de Turilândia, Paulo Curió (União Brasil), e de seus aliados. Todos foram presos na Operação Tântalo II, acusados de desviar cerca de R$ 56 milhões dos cofres públicos através de empresas fantasmas e fraudes na Saúde.
Para os promotores que pediram o chapéu, a decisão da chefia é um "golpe na credibilidade" das investigações. No documento de exoneração, eles afirmam que a situação se tornou "insustentável", pois a soltura fragiliza o combate ao crime organizado e ignora provas robustas aceitas pelo Judiciário.
MPMA contra-ataca: 'Trabalho abandonado'
Enquanto o Gaeco acusa a chefia de interferência política, o MPMA tentou minimizar o incêndio. Em nota oficial, a instituição tratou a saída em massa como um evento "natural", mas não deixou de alfinetar, prometendo nomear uma nova equipe para dar continuidade aos "trabalhos abandonados pela equipe anterior".
A decisão final sobre a soltura dos acusados agora está nas mãos do Tribunal de Justiça, mas o estrago na imagem da instituição já está feito.